Manana: Uma jovem de 23 anos, da Geórgia, compartilha um momento naturista íntimo em Batumi — uma casa alugada, uma piscina vazia, um tripé, uma sessão de fotos nua arriscada e o primeiro gosto verdadeiro da liberdade do corpo.
Meu nome é Manana. Tenho 23 anos e sou da Geórgia. Meço 166 cm e peso 54 kg. Não sou o tipo de mulher que finge não perceber o próprio corpo. Sei quando estou bonita. Sei quando as pessoas olham para mim. E talvez seja por isso que a nudez sempre tenha significado para mim algo mais do que apenas liberdade. É também uma sensação muito pessoal e intensa da minha própria beleza.
Isso aconteceu em Batumi.
Fui para lá com um grupo de amigos por uma semana e alugamos uma casa grande com piscina. A casa era quase perfeita: um terraço espaçoso, um quintal verde, espreguiçadeiras, água limpa, muito sol e aquela sensação de que podíamos esquecer as regras por um tempo.
Só que as regras continuavam ali.
Na Geórgia, a nudez pública nas praias é tratada com bastante rigor. Você não pode simplesmente ficar sem maiô numa praia comum, tomar sol nua ou se sentir completamente livre como aconteceria num litoral naturista. Então, no mar, éramos todos "certinhos": as meninas de maiô, os rapazes de bermuda, toalhas, protetor solar, conversas, fotos, umas férias de verão normais.
Mas em volta da nossa piscina, tudo foi ficando mais ousado aos poucos.
Primeiro, as meninas começaram a tomar sol de topless. Só porque a casa era particular, o quintal era fechado e não havia ninguém por perto. No começo eram risadinhas, olhares em volta e frases como "Nada de fotos!". Depois todo mundo se acostumou. As meninas deitavam de bruços, se viravam, ajeitavam o cabelo, riam. Os rapazes, claro, fingiam que não ligavam, mas dava para ver perfeitamente que ligavam.
E foi aí que começaram as provocações.
"Qual o sentido de parar aí?"
"Se você começou, tem que ir até o fim."
"De qualquer jeito, não tem ninguém aqui."
"Manana, você tem que experimentar. Seu corpo foi feito pra isso."
Todo mundo ria. Eu também ria. Fingia que era só engraçado, só conversa boba, que eu estava acima daquilo.
Mas por dentro, algo se acendeu.
Comecei a imaginar como seria: levantar da espreguiçadeira, desamarrar o maiô devagar, tirar tudo e ficar diante deles completamente nua. Não por acaso, não no chuveiro, não escondida atrás de uma toalha, mas ali mesmo — ao sol, à beira da piscina, entre amigos.
Esse pensamento fez meu coração disparar tanto que quase me assustou.
Eu sabia que não estava pronta. Não diante de todos. Não com os rapazes olhando, com as meninas gritando, rindo, comentando. Sabia que perderia a coragem no último segundo. Mas a fantasia não me deixava em paz.
A noite toda, eu voltava àquele pensamento. Como o sol tocaria minha pele sem o maiô. Como a água envolveria meu corpo inteiro. Como seria não me cobrir. Não me esconder. Apenas estar nua e saber que estava sendo vista.
No dia seguinte, todo mundo se arrumou para ir à praia. Acordei um pouco antes dos outros e já sabia que não queria ir. Não porque estivesse passando mal. Eu simplesmente queria ficar sozinha.
Quando começaram a arrumar as coisas, eu disse:
"Meninas, acho que hoje vou ficar de fora. Minha cabeça está doendo um pouco. Vou ficar em casa descansando."
Todos ficaram com pena de mim. Alguém ofereceu remédio, alguém disse para eu não pegar muito calor. Concordei com a cabeça, sorri, fingi estar um pouco cansada. Mas por dentro eu esperava apenas uma coisa — o momento em que a porta se fechasse atrás deles.
Quando a casa finalmente ficou em silêncio, fiquei ali parada e senti meu coração batendo rápido demais.
Lá fora estava a piscina. As espreguiçadeiras. O sol. A sensação completa de que aquele dia inteiro, de repente, havia se tornado só meu.
Fui até meu quarto, tirei o vestido e depois o maiô. Não rápido. Quase de forma cerimoniosa. Como se eu estivesse cruzando uma linha íntima.
E ali estava eu, nua numa casa grande à beira de uma piscina em Batumi.
Sozinha.
Mas isso não deixou tudo mais calmo. Pelo contrário, deixou tudo mais intenso. Porque eu sabia: teoricamente, eles poderiam voltar a qualquer momento. Esquecer os óculos de sol. O celular. Uma toalha. Mudar de ideia sobre a praia. Entrar no quintal — e me ver.
Esse pensamento era assustador.
E incrivelmente emocionante.
Peguei meu celular, coloquei num tripé e saí para a piscina. Os primeiros minutos foram engraçados e desajeitados. Eu não sabia o que fazer com as mãos. Às vezes me cobria, depois ficava irritada comigo mesma por fazer isso. Virava de lado, ajeitava o cabelo, conferia o enquadramento e via na tela uma mulher que eu parecia conhecer, mas não totalmente.
Nua, beijada pelo sol, um pouco assustada e muito viva.
Aos poucos, relaxei. Comecei a me mover com mais confiança. Sentei na borda da piscina e mergulhei as pernas na água. Deitei numa espreguiçadeira. Fiquei perto da parede onde a luz caía lindamente. Virei-me para o sol. Ria de mim mesma quando uma foto saía séria demais.
Gostei de me ver assim.
Não "perfeita". Não como numa propaganda. Mas real. Com pele, luz, curvas, respiração. Gostei de não ter nada de sobra em mim. Sem alças, sem marcas de bronzeado, sem tecido dividindo meu corpo em partes permitidas e proibidas.
Senti o sol no peito, na barriga, nas coxas. Senti as pedras mornas sob os pés descalços. Senti a água deixando gotas frescas na minha pele. Senti o vento movendo meu cabelo sobre os ombros e as costas.
E o tempo todo, um pensamento pulsava dentro de mim: e se eles voltarem agora?
Imaginei a porta se abrindo. Alguém entrando no quintal. Eu me virando antes de conseguir pegar uma toalha. Um segundo de silêncio. Todos percebendo que eu não estava doente, nem dormindo, nem descansando — mas vivendo meu próprio dia secreto nua na piscina.
Essa fantasia me deixava envergonhada e docemente excitada ao mesmo tempo.
Tirei muitas fotos. Fotos demais. Mas quase cada nova foto parecia mais ousada que a anterior. Em certo momento, eu já não estava apenas tirando fotos. Estava brincando com o meu próprio medo. Testando até onde eu poderia ir. Quanto eu poderia me permitir ficar exposta.
Então uma ideia muito atrevida me veio à cabeça.
E se eu não me escondesse?
E se eu deitasse nua numa espreguiçadeira, como se tivesse adormecido, e, se eles voltassem — que me vissem? Não de propósito. Não de forma demonstrativa. Só: "Ah, peguei no sono ao sol."
Cheguei até a começar a colocar o plano em prática.
Afastei o celular. Deitei na espreguiçadeira ao lado da piscina. Coloquei um braço sob a cabeça. Virei-me um pouco para que a pose parecesse natural, mas bonita. Fechei os olhos.
No começo, quase ri de como aquilo parecia teatral. Mas depois deixou de ter graça.
Fiquei ali deitada, nua, completamente exposta, no quintal morno, escutando cada som. O vento. A água na piscina. Vozes distantes atrás do muro. Qualquer passo que pudesse significar que eles tinham voltado.
Dez minutos.
Só dez minutos, mas pareceram um filme inteiro.
Imaginei os rostos deles. Imaginei as meninas paralisando primeiro, depois rindo. Imaginei os rapazes fingindo desviar o olhar, embora ainda vissem. Imaginei abrir os olhos como se eu não entendesse nada e dizer: "Já voltaram?"
Tudo dentro de mim tremia.
Mas em certo momento, entendi: não. Hoje, eu não teria coragem.
A fantasia era mais quente que a realidade. Na realidade, eu ainda era uma mulher apenas aprendendo a não se esconder. E isso também era honesto.
Levantei rápido, joguei um robe leve sobre mim e ri — não mais de constrangimento, mas de alívio. Não tinha levado o jogo até o fim, mas ainda assim havia feito algo importante. Pela primeira vez, eu havia ficado nua não por acaso, não no banheiro, não diante de um espelho por dois segundos. Havia ficado nua por mim mesma. Ao sol. À beira da piscina. Com uma câmera. Com o meu próprio medo e o meu próprio prazer.
Mais tarde, quando todos voltaram da praia, eu estava sentada no terraço, de vestido. Vieram barulhentos, contando histórias sobre o calor, o mar, quem tinha se queimado de sol. Os rapazes brincaram de novo sobre a piscina e "quando é que as meninas iam finalmente virar naturistas de verdade, corajosas".
Eu sorri e não disse nada.
Porque eu sabia: hoje, eu já tinha sido corajosa. Eles simplesmente não viram.
Ou talvez um dia vejam.
Compartilho estas fotos aqui não porque queira chocar ninguém. E não porque me ache impecável. Compartilho porque nelas eu vejo o momento em que meu corpo deixou de ser algo que eu precisava esconder o tempo todo.
Vejo uma mulher que teve medo, mas mesmo assim tirou o maiô.
Uma mulher que sentiu vergonha, mas se sentiu bem.
Uma mulher que percebeu que a nudez pode ser não só um desafio, mas também ternura consigo mesma.
Para mim, aquele dia se tornou uma pequena descoberta pessoal. Ainda não sei se conseguiria me despir diante de todos. Talvez sim. Talvez ainda não. Mas agora tenho certeza de que gosto dessa sensação — quando não há nada de sobra na minha pele, quando o sol me toca por inteiro, quando meu corpo se sente vivo, bonito e livre.
Para mim, a nudez não é só sobre coragem. É sobre confiança em mim mesma. Sobre o direito de me sentir desejável sem precisar provar nada a ninguém. Sobre o prazer de gostar de mim sem tecido, sem poses, sem desculpas.
Eu ficaria feliz em conhecer pessoas que compreendam essa sensação. Pessoas abertas, respeitosas e vivas, para quem o naturismo não é algo estranho, mas uma forma de se aproximar de si mesmas, do sol, do corpo e da liberdade.
E o próximo passo?
Quem sabe.
Talvez um dia eu não finja estar dormindo.
Talvez eu simplesmente fique nua à beira da piscina — com calma, com beleza e sem medo.
Isso aconteceu em Batumi.
Fui para lá com um grupo de amigos por uma semana e alugamos uma casa grande com piscina. A casa era quase perfeita: um terraço espaçoso, um quintal verde, espreguiçadeiras, água limpa, muito sol e aquela sensação de que podíamos esquecer as regras por um tempo.
Só que as regras continuavam ali.
Na Geórgia, a nudez pública nas praias é tratada com bastante rigor. Você não pode simplesmente ficar sem maiô numa praia comum, tomar sol nua ou se sentir completamente livre como aconteceria num litoral naturista. Então, no mar, éramos todos "certinhos": as meninas de maiô, os rapazes de bermuda, toalhas, protetor solar, conversas, fotos, umas férias de verão normais.
Mas em volta da nossa piscina, tudo foi ficando mais ousado aos poucos.
Primeiro, as meninas começaram a tomar sol de topless. Só porque a casa era particular, o quintal era fechado e não havia ninguém por perto. No começo eram risadinhas, olhares em volta e frases como "Nada de fotos!". Depois todo mundo se acostumou. As meninas deitavam de bruços, se viravam, ajeitavam o cabelo, riam. Os rapazes, claro, fingiam que não ligavam, mas dava para ver perfeitamente que ligavam.
E foi aí que começaram as provocações.
"Qual o sentido de parar aí?"
"Se você começou, tem que ir até o fim."
"De qualquer jeito, não tem ninguém aqui."
"Manana, você tem que experimentar. Seu corpo foi feito pra isso."
Todo mundo ria. Eu também ria. Fingia que era só engraçado, só conversa boba, que eu estava acima daquilo.
Mas por dentro, algo se acendeu.
Comecei a imaginar como seria: levantar da espreguiçadeira, desamarrar o maiô devagar, tirar tudo e ficar diante deles completamente nua. Não por acaso, não no chuveiro, não escondida atrás de uma toalha, mas ali mesmo — ao sol, à beira da piscina, entre amigos.
Esse pensamento fez meu coração disparar tanto que quase me assustou.
Eu sabia que não estava pronta. Não diante de todos. Não com os rapazes olhando, com as meninas gritando, rindo, comentando. Sabia que perderia a coragem no último segundo. Mas a fantasia não me deixava em paz.
A noite toda, eu voltava àquele pensamento. Como o sol tocaria minha pele sem o maiô. Como a água envolveria meu corpo inteiro. Como seria não me cobrir. Não me esconder. Apenas estar nua e saber que estava sendo vista.
No dia seguinte, todo mundo se arrumou para ir à praia. Acordei um pouco antes dos outros e já sabia que não queria ir. Não porque estivesse passando mal. Eu simplesmente queria ficar sozinha.
Quando começaram a arrumar as coisas, eu disse:
"Meninas, acho que hoje vou ficar de fora. Minha cabeça está doendo um pouco. Vou ficar em casa descansando."
Todos ficaram com pena de mim. Alguém ofereceu remédio, alguém disse para eu não pegar muito calor. Concordei com a cabeça, sorri, fingi estar um pouco cansada. Mas por dentro eu esperava apenas uma coisa — o momento em que a porta se fechasse atrás deles.
Quando a casa finalmente ficou em silêncio, fiquei ali parada e senti meu coração batendo rápido demais.
Lá fora estava a piscina. As espreguiçadeiras. O sol. A sensação completa de que aquele dia inteiro, de repente, havia se tornado só meu.
Fui até meu quarto, tirei o vestido e depois o maiô. Não rápido. Quase de forma cerimoniosa. Como se eu estivesse cruzando uma linha íntima.
E ali estava eu, nua numa casa grande à beira de uma piscina em Batumi.
Sozinha.
Mas isso não deixou tudo mais calmo. Pelo contrário, deixou tudo mais intenso. Porque eu sabia: teoricamente, eles poderiam voltar a qualquer momento. Esquecer os óculos de sol. O celular. Uma toalha. Mudar de ideia sobre a praia. Entrar no quintal — e me ver.
Esse pensamento era assustador.
E incrivelmente emocionante.
Peguei meu celular, coloquei num tripé e saí para a piscina. Os primeiros minutos foram engraçados e desajeitados. Eu não sabia o que fazer com as mãos. Às vezes me cobria, depois ficava irritada comigo mesma por fazer isso. Virava de lado, ajeitava o cabelo, conferia o enquadramento e via na tela uma mulher que eu parecia conhecer, mas não totalmente.
Nua, beijada pelo sol, um pouco assustada e muito viva.
Aos poucos, relaxei. Comecei a me mover com mais confiança. Sentei na borda da piscina e mergulhei as pernas na água. Deitei numa espreguiçadeira. Fiquei perto da parede onde a luz caía lindamente. Virei-me para o sol. Ria de mim mesma quando uma foto saía séria demais.
Gostei de me ver assim.
Não "perfeita". Não como numa propaganda. Mas real. Com pele, luz, curvas, respiração. Gostei de não ter nada de sobra em mim. Sem alças, sem marcas de bronzeado, sem tecido dividindo meu corpo em partes permitidas e proibidas.
Senti o sol no peito, na barriga, nas coxas. Senti as pedras mornas sob os pés descalços. Senti a água deixando gotas frescas na minha pele. Senti o vento movendo meu cabelo sobre os ombros e as costas.
E o tempo todo, um pensamento pulsava dentro de mim: e se eles voltarem agora?
Imaginei a porta se abrindo. Alguém entrando no quintal. Eu me virando antes de conseguir pegar uma toalha. Um segundo de silêncio. Todos percebendo que eu não estava doente, nem dormindo, nem descansando — mas vivendo meu próprio dia secreto nua na piscina.
Essa fantasia me deixava envergonhada e docemente excitada ao mesmo tempo.
Tirei muitas fotos. Fotos demais. Mas quase cada nova foto parecia mais ousada que a anterior. Em certo momento, eu já não estava apenas tirando fotos. Estava brincando com o meu próprio medo. Testando até onde eu poderia ir. Quanto eu poderia me permitir ficar exposta.
Então uma ideia muito atrevida me veio à cabeça.
E se eu não me escondesse?
E se eu deitasse nua numa espreguiçadeira, como se tivesse adormecido, e, se eles voltassem — que me vissem? Não de propósito. Não de forma demonstrativa. Só: "Ah, peguei no sono ao sol."
Cheguei até a começar a colocar o plano em prática.
Afastei o celular. Deitei na espreguiçadeira ao lado da piscina. Coloquei um braço sob a cabeça. Virei-me um pouco para que a pose parecesse natural, mas bonita. Fechei os olhos.
No começo, quase ri de como aquilo parecia teatral. Mas depois deixou de ter graça.
Fiquei ali deitada, nua, completamente exposta, no quintal morno, escutando cada som. O vento. A água na piscina. Vozes distantes atrás do muro. Qualquer passo que pudesse significar que eles tinham voltado.
Dez minutos.
Só dez minutos, mas pareceram um filme inteiro.
Imaginei os rostos deles. Imaginei as meninas paralisando primeiro, depois rindo. Imaginei os rapazes fingindo desviar o olhar, embora ainda vissem. Imaginei abrir os olhos como se eu não entendesse nada e dizer: "Já voltaram?"
Tudo dentro de mim tremia.
Mas em certo momento, entendi: não. Hoje, eu não teria coragem.
A fantasia era mais quente que a realidade. Na realidade, eu ainda era uma mulher apenas aprendendo a não se esconder. E isso também era honesto.
Levantei rápido, joguei um robe leve sobre mim e ri — não mais de constrangimento, mas de alívio. Não tinha levado o jogo até o fim, mas ainda assim havia feito algo importante. Pela primeira vez, eu havia ficado nua não por acaso, não no banheiro, não diante de um espelho por dois segundos. Havia ficado nua por mim mesma. Ao sol. À beira da piscina. Com uma câmera. Com o meu próprio medo e o meu próprio prazer.
Mais tarde, quando todos voltaram da praia, eu estava sentada no terraço, de vestido. Vieram barulhentos, contando histórias sobre o calor, o mar, quem tinha se queimado de sol. Os rapazes brincaram de novo sobre a piscina e "quando é que as meninas iam finalmente virar naturistas de verdade, corajosas".
Eu sorri e não disse nada.
Porque eu sabia: hoje, eu já tinha sido corajosa. Eles simplesmente não viram.
Ou talvez um dia vejam.
Compartilho estas fotos aqui não porque queira chocar ninguém. E não porque me ache impecável. Compartilho porque nelas eu vejo o momento em que meu corpo deixou de ser algo que eu precisava esconder o tempo todo.
Vejo uma mulher que teve medo, mas mesmo assim tirou o maiô.
Uma mulher que sentiu vergonha, mas se sentiu bem.
Uma mulher que percebeu que a nudez pode ser não só um desafio, mas também ternura consigo mesma.
Para mim, aquele dia se tornou uma pequena descoberta pessoal. Ainda não sei se conseguiria me despir diante de todos. Talvez sim. Talvez ainda não. Mas agora tenho certeza de que gosto dessa sensação — quando não há nada de sobra na minha pele, quando o sol me toca por inteiro, quando meu corpo se sente vivo, bonito e livre.
Para mim, a nudez não é só sobre coragem. É sobre confiança em mim mesma. Sobre o direito de me sentir desejável sem precisar provar nada a ninguém. Sobre o prazer de gostar de mim sem tecido, sem poses, sem desculpas.
Eu ficaria feliz em conhecer pessoas que compreendam essa sensação. Pessoas abertas, respeitosas e vivas, para quem o naturismo não é algo estranho, mas uma forma de se aproximar de si mesmas, do sol, do corpo e da liberdade.
E o próximo passo?
Quem sabe.
Talvez um dia eu não finja estar dormindo.
Talvez eu simplesmente fique nua à beira da piscina — com calma, com beleza e sem medo.
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