Encontrando Novamente a Nossa Ferradura de Seixos Favorita
👁
312 Pre-vizualizacoes
Kalina: Kalina volta à sua habitual praia naturista com a companheira num feriado movimentado e encontra entre os muitos cercados de seixos à beira-mar a familiar ferradura que ambas recordavam.
Eu caminhava ao lado da minha parceira na nossa habitual praia naturista, interessando-me muito mais do que seria razoável por um conjunto de pedras. Havia gente por toda a extensão da praia por ser feriado, mas eu estava a observar os pequenos cercados de seixos. Em algum lugar entre aquelas ferraduras estava uma que nós já conhecíamos. Afinal, uma mulher pode estar perfeitamente à vontade numa praia cheia de pessoas nuas e ainda assim ficar entusiasmada por encontrar o mesmo pedaço de areia duas vezes.
Os nossos filhos tinham ido visitar familiares, por isso aproveitámos a oportunidade para passar outro dia na praia juntas. Aquilo não era uma iniciação ao naturismo para nenhuma de nós, e não tínhamos vindo para provar nada. Já gostávamos daquela praia predominantemente naturista; voltar era a escolha mais fácil. Eu queria um passeio familiar, com a minha parceira ao meu lado e sem nenhuma conquista especial necessária para podermos considerar o dia bem passado.
O feriado tinha trazido muitos outros casais e grupos familiares, com adultos espalhados pela praia à nossa volta. Ninguém estava envolvido na nossa pequena busca, nem sequer sabia que eu tinha desenvolvido uma opinião sobre a disposição dos seixos. Limitámo-nos a caminhar juntas, observando as curvas baixas de pedras. A praia estava movimentada, mas isso não nos causava dificuldade alguma, o que me agradava muito mais do que ter de fazer um novo plano.
Havia muitos daqueles cercados, não apenas o que nós recordávamos. Os frequentadores da praia tinham apanhado pedras trazidas pela maré e disposto-as em forma de ferradura, deixando uma abertura de um dos lados. Ao olhar ao longo da praia, eu conseguia ver a mesma ideia simples repetida em curvas ligeiramente diferentes. Nada grandioso, nada que se pudesse reservar, apenas pequenos espaços que as pessoas tinham feito com aquilo que já estava debaixo dos seus pés. Eu gostava de todos, embora tivesse claramente um favorito.
Então parei, virei-me para uma das ferraduras e apontei. A minha parceira virou-se comigo, e lá estava ela: o pequeno cercado familiar que tínhamos encontrado antes. «É aquela, não é?», perguntei, já satisfeita antes de ela responder. «É, sim», disse ela. Não houve pressa para chegar até lá, nem necessidade de a reivindicar antes de outra pessoa; simplesmente reconhecemos o nosso lugar outra vez, e eu estava a sorrir para uma linha baixa de seixos.
Dizer que era o nosso lugar faz com que pareça muito mais oficial do que realmente era. Não o tínhamos construído, não estávamos a construir nada naquele dia, e encontrá-lo não nos dava qualquer direito sobre aquele pedaço de praia. Era apenas aquele de que nos lembrávamos entre todas as outras ferraduras. Ainda assim, gostei daquele pequeno momento de reconhecimento com ela, sobretudo porque ambas sabíamos o que estávamos a olhar sem precisarmos de uma longa discussão sobre pedras.
De perto, continuava a ser um pequeno cercado feito de seixos comuns trazidos pela maré, parte do mesmo conjunto que se estendia ao longo da margem. Esse era, na verdade, o encanto: alguém tinha tido o trabalho de criar uma forma pequena e útil, e nós tivéramos a sorte de encontrar novamente aquela que conhecíamos. Observámos a sua curva e as outras que havia por perto. Eu não teria conseguido apresentar uma justificação convincente para explicar por que aquela ferradura em particular me agradava mais, mas ali estava eu, satisfeita na mesma.
Nada interrompeu a descoberta, e ninguém nos desafiou nem precisou que nos afastássemos. A praia de feriado continuou a funcionar à nossa volta enquanto desfrutávamos de ter encontrado exatamente aquilo de que nos lembrávamos. Tínhamos voltado para outro passeio tranquilo juntas, e aquele pequeno golpe de sorte encaixava perfeitamente nele. A minha parceira olhou para mim, eu voltei a olhar para as pedras, e tive de admitir que encontrar a nossa pequena ferradura favorita já era um resultado suficiente para mim.
Os nossos filhos tinham ido visitar familiares, por isso aproveitámos a oportunidade para passar outro dia na praia juntas. Aquilo não era uma iniciação ao naturismo para nenhuma de nós, e não tínhamos vindo para provar nada. Já gostávamos daquela praia predominantemente naturista; voltar era a escolha mais fácil. Eu queria um passeio familiar, com a minha parceira ao meu lado e sem nenhuma conquista especial necessária para podermos considerar o dia bem passado.
O feriado tinha trazido muitos outros casais e grupos familiares, com adultos espalhados pela praia à nossa volta. Ninguém estava envolvido na nossa pequena busca, nem sequer sabia que eu tinha desenvolvido uma opinião sobre a disposição dos seixos. Limitámo-nos a caminhar juntas, observando as curvas baixas de pedras. A praia estava movimentada, mas isso não nos causava dificuldade alguma, o que me agradava muito mais do que ter de fazer um novo plano.
Havia muitos daqueles cercados, não apenas o que nós recordávamos. Os frequentadores da praia tinham apanhado pedras trazidas pela maré e disposto-as em forma de ferradura, deixando uma abertura de um dos lados. Ao olhar ao longo da praia, eu conseguia ver a mesma ideia simples repetida em curvas ligeiramente diferentes. Nada grandioso, nada que se pudesse reservar, apenas pequenos espaços que as pessoas tinham feito com aquilo que já estava debaixo dos seus pés. Eu gostava de todos, embora tivesse claramente um favorito.
Então parei, virei-me para uma das ferraduras e apontei. A minha parceira virou-se comigo, e lá estava ela: o pequeno cercado familiar que tínhamos encontrado antes. «É aquela, não é?», perguntei, já satisfeita antes de ela responder. «É, sim», disse ela. Não houve pressa para chegar até lá, nem necessidade de a reivindicar antes de outra pessoa; simplesmente reconhecemos o nosso lugar outra vez, e eu estava a sorrir para uma linha baixa de seixos.
Dizer que era o nosso lugar faz com que pareça muito mais oficial do que realmente era. Não o tínhamos construído, não estávamos a construir nada naquele dia, e encontrá-lo não nos dava qualquer direito sobre aquele pedaço de praia. Era apenas aquele de que nos lembrávamos entre todas as outras ferraduras. Ainda assim, gostei daquele pequeno momento de reconhecimento com ela, sobretudo porque ambas sabíamos o que estávamos a olhar sem precisarmos de uma longa discussão sobre pedras.
De perto, continuava a ser um pequeno cercado feito de seixos comuns trazidos pela maré, parte do mesmo conjunto que se estendia ao longo da margem. Esse era, na verdade, o encanto: alguém tinha tido o trabalho de criar uma forma pequena e útil, e nós tivéramos a sorte de encontrar novamente aquela que conhecíamos. Observámos a sua curva e as outras que havia por perto. Eu não teria conseguido apresentar uma justificação convincente para explicar por que aquela ferradura em particular me agradava mais, mas ali estava eu, satisfeita na mesma.
Nada interrompeu a descoberta, e ninguém nos desafiou nem precisou que nos afastássemos. A praia de feriado continuou a funcionar à nossa volta enquanto desfrutávamos de ter encontrado exatamente aquilo de que nos lembrávamos. Tínhamos voltado para outro passeio tranquilo juntas, e aquele pequeno golpe de sorte encaixava perfeitamente nele. A minha parceira olhou para mim, eu voltei a olhar para as pedras, e tive de admitir que encontrar a nossa pequena ferradura favorita já era um resultado suficiente para mim.
Veja a prévia em vídeo do RudeFly
Você leu parte da história. Agora veja do que o RudeFly realmente se trata.
▶ VER PRÉVIA GRÁTIS
Não é necessário cadastro
Quer continuar lendo?
Criar uma conta grátis →