Charlotte: Charlotte, naturista croata de 28 anos, conta como as praias rochosas, as pedras aquecidas pelo sol, a água do mar e alguns olhares inesperados a ajudaram a transformar a insegurança com o corpo em confiança, liberdade e vontade de conhecer outros naturistas.
Chamo-me Charlotte, tenho 28 anos e sou da Croácia. Meço 168 cm e peso cerca de 61 kg, e deixei de acreditar que o corpo de uma mulher tem de ser “perfeito” para ser bonito. Ainda assim, sendo sincera, as inseguranças aparecem de vez em quando. Há dias em que olho para a minha barriga, para as ancas, para as linhas mais suaves do meu corpo e penso: “Talvez devesse perder um bocadinho de peso.” Mas depois chega o verão, desço até ao mar, sinto o sol na pele — e, de repente, tudo isso deixa de ter tanta importância.
Nasci num país onde o naturismo não é nada estranho nem chocante. Na Croácia, desde crianças, vemos pessoas a nadar tranquilamente sem roupa, a apanhar sol nas rochas, a conversar à beira-mar como se os fatos de banho simplesmente não fossem necessários. Para mim, sempre fez parte da cultura costeira. Não é provocação nem rebeldia, é outro nível de liberdade.
O que mais adoro são as nossas praias rochosas. Não aquelas com espreguiçadeiras alinhadas em fileiras perfeitas, mas os verdadeiros lugares croatas: pedras que descem direto para o mar, água tão transparente que se vê o fundo, pequenas enseadas escondidas entre as rochas e pedra aquecida pelo sol, que dá vontade de ficar ali deitada horas.
No verão, adoro nadar nua. É uma sensação completamente diferente de usar fato de banho. A água toca no corpo inteiro de uma só vez, sem tecido, sem elásticos, sem alças molhadas. Entramos no mar e sentimo-nos parte do lugar. Sem marcas de bronzeado, sem desconforto, sem precisar de ajustar nem esconder nada.
Às vezes escolho uma pedra grande e quente mesmo dentro de água, deito-me em cima dela e simplesmente ouço o mar. A minha pele aquece ao sol, a pedra lisa pressiona suavemente por baixo de mim e a água move-se à minha volta. Nesses momentos, sinto o meu corpo com muita clareza. Não como algo a criticar, mas como algo vivo, feminino, forte e bonito.
E sim, gosto de me sentir atraente. Não quero fingir que o naturismo é só uma questão de “estilo de vida saudável” e mais nada. Claro que tem que ver com liberdade, naturalidade e aceitação. Mas também tem que ver com aquela emoção interior de não me esconder. Com aquele pequeno arrepio quando as pessoas passam. Com saber que o meu corpo pode ser visto — e ainda assim continuar calma, confiante e verdadeira.
Consigo passar horas a caminhar pela água rasa com sapatos de coral, a apanhar conchas bonitas e pedrinhas lisas. Às vezes passam pessoas perto — algumas também nuas, outras de fato de banho, outras completamente vestidas. E noto dentro de mim um contraste engraçado: por um lado, sou só uma miúda de férias de verão à procura de conchas; por outro, sou uma mulher adulta, completamente nua, plenamente consciente de que alguém pode estar a olhar para mim.
Antes, em momentos assim, dava-me vontade de me tapar depressa. Sobretudo se quem passava estivesse vestido. Sentia-me demasiado exposta, demasiado visível, demasiado “diferente”. Mas com o tempo comecei a ver as coisas de outra forma. Porque é que hei de ter vergonha de um corpo que simplesmente existe? Porque é que um fato de banho há de decidir se sou adequada ou não?
Uma vez, estava à beira de água com algumas conchas na palma da mão, quando um casal de turistas se aproximou. Estavam vestidos e pareciam apenas a passear pela costa. A mulher sorriu e perguntou onde é que eu tinha encontrado conchas tão bonitas. Por um segundo, tudo se contraiu dentro de mim. Eu estava nua, eles não. É uma sensação muito estranha: falamos com tranquilidade, mas ao mesmo tempo temos consciência de cada parte do nosso corpo.
Mostrei-lhes a zona rasa entre as rochas e disse que era melhor procurar onde as ondas empurravam a areia para pequenos recantos. Foram simpáticos, completamente à vontade e sem qualquer juízo. De alguma forma, isso fez-me sentir calma. Passados uns dois minutos, o embaraço desapareceu e no lugar dele apareceu outra coisa — confiança. Estava ali sem roupa, a sorrir, a falar sobre conchas, e não havia nada de vergonhoso naquilo.
Depois, fiquei a pensar porque é que aquele momento me tinha ficado tão gravado. Acho que foi o instante em que a vergonha se transformou de repente em prazer. Primeiro receamos o olhar do outro e depois percebemos que esse olhar não nos destrói. Pelo contrário, faz-nos sentir ainda mais vivas. Mais corajosas. Mais femininas.
Sou body-positive, mas não porque adore cada curva minha todos os dias. Não, sou uma mulher comum. Tenho dúvidas, ângulos maus e dias em que quero vestir algo mais fechado e fugir dos olhares de toda a gente. Mas o naturismo ajuda-me a regressar a mim mesma. Lembra-me que o meu corpo não é um projeto que precisa constantemente de ser corrigido. É a casa onde eu vivo.
Quando apanho sol sem fato de banho, adoro ver um bronzeado uniforme, sem linhas brancas. É uma pequena coisa, mas muito agradável. Há nela uma sensação de inteireza: o meu corpo todo debaixo do sol, o meu corpo todo a receber o verão. Nada dividido pelo tecido entre “isto pode mostrar-se” e “isto tem de esconder-se”.
Às vezes tiro fotografias em praias assim. Não necessariamente provocantes — normalmente apenas momentos reais e vivos. Eu nas rochas, eu junto à água, eu a rir, eu a mostrar as conchas que encontrei, eu a caminhar pelas águas rasas. E quando olho para essas fotos depois, não vejo peso a mais nem defeitos. Vejo uma mulher que se sente bem. Uma mulher que se permitiu ser livre.
O que mais gosto é que nas praias naturistas as pessoas costumam comunicar de forma mais simples. Sem aquele jogo estranho do estatuto, das roupas, das marcas e da imagem exterior. Podemos conhecer alguém à beira-mar, falar sobre o mar, o tempo, os lugares bonitos ali perto — e tudo se torna muito mais natural. Quando não se usa roupa, também há menos máscaras.
Quero conhecer naturistas e pessoas com a mesma sintonia. Pessoas que entendam que a nudez não é necessariamente algo vulgar. Pode ser ternura por si própria, confiança no mundo, coragem, descanso, beleza e um sentimento muito honesto de liberdade. Interessa-me conversar com pessoas que também amem o mar, o sol, um corpo sem vergonha, e aquela pequena emoção deliciosa de finalmente deixar de nos escondermos.
Para mim, o momento mais forte são sempre os primeiros minutos. Quando tiramos a roupa e sentimos nervoso. Quando parece que toda a gente vai olhar de imediato. Quando queremos arranjar o cabelo, meter a barriga para dentro, virarmo-nos para o nosso “melhor” lado. Depois passam uns minutos, entramos na água, deitamo-nos numa pedra quente, fechamos os olhos — e de repente percebemos: está tudo bem. Não precisamos de ser perfeitas. Precisamos de estar vivas.
E é aí que começa o verdadeiro prazer. Do sol. Do mar. Dos olhares que já não nos assustam tanto. De perceber que se pode ser um pouco tímida e ainda assim confiante. Um pouco vulnerável e ainda assim bonita. Um pouco ousada e ainda assim natural.
Conclusão
O naturismo ensinou-me a aceitar o meu corpo não só nos dias em que estou impecável, mas sobretudo nos dias em que duvido de mim. Ainda posso sentir-me insegura, mas agora sei: o meu corpo merece sol, mar, liberdade e admiração já hoje.
Adoro estar nua nas rochas croatas. Adoro nadar sem fato de banho, apanhar sol na pedra quente, caminhar pela água rasa com conchas nas mãos e sentir a vergonha a transformar-se lentamente em prazer.
Porque, às vezes, a liberdade não começa quando ninguém nos pode ver. Começa quando alguém pode ver-nos — e nós já não queremos esconder-nos.
Nasci num país onde o naturismo não é nada estranho nem chocante. Na Croácia, desde crianças, vemos pessoas a nadar tranquilamente sem roupa, a apanhar sol nas rochas, a conversar à beira-mar como se os fatos de banho simplesmente não fossem necessários. Para mim, sempre fez parte da cultura costeira. Não é provocação nem rebeldia, é outro nível de liberdade.
O que mais adoro são as nossas praias rochosas. Não aquelas com espreguiçadeiras alinhadas em fileiras perfeitas, mas os verdadeiros lugares croatas: pedras que descem direto para o mar, água tão transparente que se vê o fundo, pequenas enseadas escondidas entre as rochas e pedra aquecida pelo sol, que dá vontade de ficar ali deitada horas.
No verão, adoro nadar nua. É uma sensação completamente diferente de usar fato de banho. A água toca no corpo inteiro de uma só vez, sem tecido, sem elásticos, sem alças molhadas. Entramos no mar e sentimo-nos parte do lugar. Sem marcas de bronzeado, sem desconforto, sem precisar de ajustar nem esconder nada.
Às vezes escolho uma pedra grande e quente mesmo dentro de água, deito-me em cima dela e simplesmente ouço o mar. A minha pele aquece ao sol, a pedra lisa pressiona suavemente por baixo de mim e a água move-se à minha volta. Nesses momentos, sinto o meu corpo com muita clareza. Não como algo a criticar, mas como algo vivo, feminino, forte e bonito.
E sim, gosto de me sentir atraente. Não quero fingir que o naturismo é só uma questão de “estilo de vida saudável” e mais nada. Claro que tem que ver com liberdade, naturalidade e aceitação. Mas também tem que ver com aquela emoção interior de não me esconder. Com aquele pequeno arrepio quando as pessoas passam. Com saber que o meu corpo pode ser visto — e ainda assim continuar calma, confiante e verdadeira.
Consigo passar horas a caminhar pela água rasa com sapatos de coral, a apanhar conchas bonitas e pedrinhas lisas. Às vezes passam pessoas perto — algumas também nuas, outras de fato de banho, outras completamente vestidas. E noto dentro de mim um contraste engraçado: por um lado, sou só uma miúda de férias de verão à procura de conchas; por outro, sou uma mulher adulta, completamente nua, plenamente consciente de que alguém pode estar a olhar para mim.
Antes, em momentos assim, dava-me vontade de me tapar depressa. Sobretudo se quem passava estivesse vestido. Sentia-me demasiado exposta, demasiado visível, demasiado “diferente”. Mas com o tempo comecei a ver as coisas de outra forma. Porque é que hei de ter vergonha de um corpo que simplesmente existe? Porque é que um fato de banho há de decidir se sou adequada ou não?
Uma vez, estava à beira de água com algumas conchas na palma da mão, quando um casal de turistas se aproximou. Estavam vestidos e pareciam apenas a passear pela costa. A mulher sorriu e perguntou onde é que eu tinha encontrado conchas tão bonitas. Por um segundo, tudo se contraiu dentro de mim. Eu estava nua, eles não. É uma sensação muito estranha: falamos com tranquilidade, mas ao mesmo tempo temos consciência de cada parte do nosso corpo.
Mostrei-lhes a zona rasa entre as rochas e disse que era melhor procurar onde as ondas empurravam a areia para pequenos recantos. Foram simpáticos, completamente à vontade e sem qualquer juízo. De alguma forma, isso fez-me sentir calma. Passados uns dois minutos, o embaraço desapareceu e no lugar dele apareceu outra coisa — confiança. Estava ali sem roupa, a sorrir, a falar sobre conchas, e não havia nada de vergonhoso naquilo.
Depois, fiquei a pensar porque é que aquele momento me tinha ficado tão gravado. Acho que foi o instante em que a vergonha se transformou de repente em prazer. Primeiro receamos o olhar do outro e depois percebemos que esse olhar não nos destrói. Pelo contrário, faz-nos sentir ainda mais vivas. Mais corajosas. Mais femininas.
Sou body-positive, mas não porque adore cada curva minha todos os dias. Não, sou uma mulher comum. Tenho dúvidas, ângulos maus e dias em que quero vestir algo mais fechado e fugir dos olhares de toda a gente. Mas o naturismo ajuda-me a regressar a mim mesma. Lembra-me que o meu corpo não é um projeto que precisa constantemente de ser corrigido. É a casa onde eu vivo.
Quando apanho sol sem fato de banho, adoro ver um bronzeado uniforme, sem linhas brancas. É uma pequena coisa, mas muito agradável. Há nela uma sensação de inteireza: o meu corpo todo debaixo do sol, o meu corpo todo a receber o verão. Nada dividido pelo tecido entre “isto pode mostrar-se” e “isto tem de esconder-se”.
Às vezes tiro fotografias em praias assim. Não necessariamente provocantes — normalmente apenas momentos reais e vivos. Eu nas rochas, eu junto à água, eu a rir, eu a mostrar as conchas que encontrei, eu a caminhar pelas águas rasas. E quando olho para essas fotos depois, não vejo peso a mais nem defeitos. Vejo uma mulher que se sente bem. Uma mulher que se permitiu ser livre.
O que mais gosto é que nas praias naturistas as pessoas costumam comunicar de forma mais simples. Sem aquele jogo estranho do estatuto, das roupas, das marcas e da imagem exterior. Podemos conhecer alguém à beira-mar, falar sobre o mar, o tempo, os lugares bonitos ali perto — e tudo se torna muito mais natural. Quando não se usa roupa, também há menos máscaras.
Quero conhecer naturistas e pessoas com a mesma sintonia. Pessoas que entendam que a nudez não é necessariamente algo vulgar. Pode ser ternura por si própria, confiança no mundo, coragem, descanso, beleza e um sentimento muito honesto de liberdade. Interessa-me conversar com pessoas que também amem o mar, o sol, um corpo sem vergonha, e aquela pequena emoção deliciosa de finalmente deixar de nos escondermos.
Para mim, o momento mais forte são sempre os primeiros minutos. Quando tiramos a roupa e sentimos nervoso. Quando parece que toda a gente vai olhar de imediato. Quando queremos arranjar o cabelo, meter a barriga para dentro, virarmo-nos para o nosso “melhor” lado. Depois passam uns minutos, entramos na água, deitamo-nos numa pedra quente, fechamos os olhos — e de repente percebemos: está tudo bem. Não precisamos de ser perfeitas. Precisamos de estar vivas.
E é aí que começa o verdadeiro prazer. Do sol. Do mar. Dos olhares que já não nos assustam tanto. De perceber que se pode ser um pouco tímida e ainda assim confiante. Um pouco vulnerável e ainda assim bonita. Um pouco ousada e ainda assim natural.
Conclusão
O naturismo ensinou-me a aceitar o meu corpo não só nos dias em que estou impecável, mas sobretudo nos dias em que duvido de mim. Ainda posso sentir-me insegura, mas agora sei: o meu corpo merece sol, mar, liberdade e admiração já hoje.
Adoro estar nua nas rochas croatas. Adoro nadar sem fato de banho, apanhar sol na pedra quente, caminhar pela água rasa com conchas nas mãos e sentir a vergonha a transformar-se lentamente em prazer.
Porque, às vezes, a liberdade não começa quando ninguém nos pode ver. Começa quando alguém pode ver-nos — e nós já não queremos esconder-nos.
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Insanely sexy girl. On a beach like this it’s impossible not to stare.
Beautiful without even trying. That’s rare.
Natural women are always the sexiest.