Ursula: Ursula, uma morena de 33 anos, descobre os banhos de sol sem roupa numa praia tranquila de hotel, sente a emoção de ser vista e, mais tarde, partilha a experiência com o marido.
O meu nome é Ursula. Tenho 33 anos. Sou uma morena esbelta e conheço bem o meu corpo. Mas, antes daquela viagem, ainda havia uma linha que eu nunca tinha atravessado: estar completamente nua numa praia.
Eu e o meu marido estávamos hospedados num pequeno hotel à beira-mar. Era acolhedor: paredes brancas, um terraço, o cheiro a sal no ar e uma praia quase deserta lá em baixo. Se caminhássemos um pouco mais para além das rochas e dos arbustos, havia um trecho sossegado onde quase ninguém ia.
Numa manhã, o meu marido ficou no quarto a dormir mais um bocado, e eu fui sozinha até ao mar. Vestia um fato de banho preto e um vestido leve. A praia estava quase vazia, o sol já aquecia e o mar soava suave e calmo.
Estendi a minha toalha, tirei o vestido e deitei-me. No início, estava tudo normal: ajustar as alças, encontrar uma posição confortável. Depois desatei a parte de cima do fato de banho para não ficar com marcas nas costas. O sol sabia tão bem na pele que o tecido, de repente, pareceu desnecessário.
Sentei-me e olhei em redor. Não havia ninguém por perto. Só ao longe, junto à água, passeava um casal do nosso hotel. Mesmo assim, o meu coração começou a bater mais depressa.
Tirei a parte de cima.
O vento tocou-me o peito e fiquei imóvel. Não era como estar nua em casa ou no chuveiro. Na praia, o meu corpo sentiu-se logo diferente — exposto, sensível, vivo. Estava envergonhada, mas havia algo de quente e excitante nessa vergonha.
Depois olhei para a parte de baixo do fato de banho.
Tirar tudo era um passo completamente diferente. Não um acaso, não “só para bronzear”, mas uma verdadeira confissão: eu queria estar nua ali, à beira-mar.
Lutei comigo mesma durante alguns minutos e depois puxei-a depressa, antes que pudesse mudar de ideias.
E fiquei completamente nua.
Ao princípio, tomou-me o pânico. Foi como se até o mar tivesse reparado que eu não trazia nada vestido. Mas depois o medo começou a derreter-se. O sol aquecia a pele que costumava estar sempre coberta. O vento tocava-me o ventre, as coxas, o peito. Sentia-me demasiado exposta — e, inesperadamente, bonita.
Levantei-me e caminhei em direção à água.
Cada passo parecia visível. A areia afundava-se suavemente sob os meus pés, o meu coração martelava e o meu corpo inteiro estava ao ar livre. Foi então que percebi que o casal do hotel estava mesmo a olhar na minha direção. O homem fingia observar o mar, mas os olhos voltavam sempre para mim. A mulher olhou depressa, depois desviou o olhar e esboçou um pequeno sorriso.
Corei, mas não parei.
Quando a água me subiu até às coxas, ao ventre, ao peito, senti uma pura onda de alegria. Nadar nua foi incrível. Sem alças, sem tecido molhado, sem costuras. Só água e corpo. Nadei durante muito tempo e, quando saí, já não me apetecia agarrar logo na toalha. Atravessei a areia molhada, nua, envergonhada — mas serena.
Nessa noite, voltei a ver aquelas mesmas pessoas no restaurante.
O homem, numa mesa próxima, tentava olhar “por acaso”. A mulher sorriu-me umas duas vezes, com uma expressão que parecia dizer que agora partilhávamos um segredo. Um casal mais velho olhava com mais reprovação. Um homem, ao passar pela nossa mesa, deteve o olhar um pouco mais do que o necessário.
Eu estava ali sentada num vestido leve e sentia o meu corpo por baixo dele de forma tão intensa, como se ainda estivesse na praia. Sentia-me embaraçada, mas aquela mesma excitação quente voltou a subir dentro de mim.
O meu marido reparou no meu rubor.
— São eles? — perguntou baixinho.
— Acho que sim.
Ele sorriu.
— Então amanhã vais mostrar-me essa praia.
No dia seguinte, fomos lá juntos. Eu estava ainda mais nervosa do que da primeira vez. Uma coisa é despir-me sozinha. Outra coisa é levar ali o meu marido e mostrar-lhe esta nova versão de mim mesma.
Tirei o vestido e depois o fato de banho. Desta vez, sem a longa batalha interior. O meu marido olhou para mim como se me estivesse a ver de novo pela primeira vez.
— És incrível — disse ele.
Depois também se despiu. No início, brincava e olhava em redor, mas relaxou depressa. Deitámo-nos lado a lado nas toalhas, depois entrámos no mar nus, de mãos dadas. Rimo-nos, trememos com a água fria e mergulhámos.
Nessa noite, foi ele que me perguntou:
— Amanhã, no mesmo sítio?
E compreendi que tinha resultado.
Para mim, o naturismo não começou com um desejo de chocar ninguém. Começou com uma manhã, uma praia vazia, uma mão trémula no laço do fato de banho e a sensação de que o meu corpo tinha finalmente deixado de se esconder.
E depois percebi que esta liberdade podia ser partilhada.
Com o meu marido.
Com o mar.
Com o sol.
E comigo mesma — sem vergonha, sem desculpas, sem fato de banho.
Eu e o meu marido estávamos hospedados num pequeno hotel à beira-mar. Era acolhedor: paredes brancas, um terraço, o cheiro a sal no ar e uma praia quase deserta lá em baixo. Se caminhássemos um pouco mais para além das rochas e dos arbustos, havia um trecho sossegado onde quase ninguém ia.
Numa manhã, o meu marido ficou no quarto a dormir mais um bocado, e eu fui sozinha até ao mar. Vestia um fato de banho preto e um vestido leve. A praia estava quase vazia, o sol já aquecia e o mar soava suave e calmo.
Estendi a minha toalha, tirei o vestido e deitei-me. No início, estava tudo normal: ajustar as alças, encontrar uma posição confortável. Depois desatei a parte de cima do fato de banho para não ficar com marcas nas costas. O sol sabia tão bem na pele que o tecido, de repente, pareceu desnecessário.
Sentei-me e olhei em redor. Não havia ninguém por perto. Só ao longe, junto à água, passeava um casal do nosso hotel. Mesmo assim, o meu coração começou a bater mais depressa.
Tirei a parte de cima.
O vento tocou-me o peito e fiquei imóvel. Não era como estar nua em casa ou no chuveiro. Na praia, o meu corpo sentiu-se logo diferente — exposto, sensível, vivo. Estava envergonhada, mas havia algo de quente e excitante nessa vergonha.
Depois olhei para a parte de baixo do fato de banho.
Tirar tudo era um passo completamente diferente. Não um acaso, não “só para bronzear”, mas uma verdadeira confissão: eu queria estar nua ali, à beira-mar.
Lutei comigo mesma durante alguns minutos e depois puxei-a depressa, antes que pudesse mudar de ideias.
E fiquei completamente nua.
Ao princípio, tomou-me o pânico. Foi como se até o mar tivesse reparado que eu não trazia nada vestido. Mas depois o medo começou a derreter-se. O sol aquecia a pele que costumava estar sempre coberta. O vento tocava-me o ventre, as coxas, o peito. Sentia-me demasiado exposta — e, inesperadamente, bonita.
Levantei-me e caminhei em direção à água.
Cada passo parecia visível. A areia afundava-se suavemente sob os meus pés, o meu coração martelava e o meu corpo inteiro estava ao ar livre. Foi então que percebi que o casal do hotel estava mesmo a olhar na minha direção. O homem fingia observar o mar, mas os olhos voltavam sempre para mim. A mulher olhou depressa, depois desviou o olhar e esboçou um pequeno sorriso.
Corei, mas não parei.
Quando a água me subiu até às coxas, ao ventre, ao peito, senti uma pura onda de alegria. Nadar nua foi incrível. Sem alças, sem tecido molhado, sem costuras. Só água e corpo. Nadei durante muito tempo e, quando saí, já não me apetecia agarrar logo na toalha. Atravessei a areia molhada, nua, envergonhada — mas serena.
Nessa noite, voltei a ver aquelas mesmas pessoas no restaurante.
O homem, numa mesa próxima, tentava olhar “por acaso”. A mulher sorriu-me umas duas vezes, com uma expressão que parecia dizer que agora partilhávamos um segredo. Um casal mais velho olhava com mais reprovação. Um homem, ao passar pela nossa mesa, deteve o olhar um pouco mais do que o necessário.
Eu estava ali sentada num vestido leve e sentia o meu corpo por baixo dele de forma tão intensa, como se ainda estivesse na praia. Sentia-me embaraçada, mas aquela mesma excitação quente voltou a subir dentro de mim.
O meu marido reparou no meu rubor.
— São eles? — perguntou baixinho.
— Acho que sim.
Ele sorriu.
— Então amanhã vais mostrar-me essa praia.
No dia seguinte, fomos lá juntos. Eu estava ainda mais nervosa do que da primeira vez. Uma coisa é despir-me sozinha. Outra coisa é levar ali o meu marido e mostrar-lhe esta nova versão de mim mesma.
Tirei o vestido e depois o fato de banho. Desta vez, sem a longa batalha interior. O meu marido olhou para mim como se me estivesse a ver de novo pela primeira vez.
— És incrível — disse ele.
Depois também se despiu. No início, brincava e olhava em redor, mas relaxou depressa. Deitámo-nos lado a lado nas toalhas, depois entrámos no mar nus, de mãos dadas. Rimo-nos, trememos com a água fria e mergulhámos.
Nessa noite, foi ele que me perguntou:
— Amanhã, no mesmo sítio?
E compreendi que tinha resultado.
Para mim, o naturismo não começou com um desejo de chocar ninguém. Começou com uma manhã, uma praia vazia, uma mão trémula no laço do fato de banho e a sensação de que o meu corpo tinha finalmente deixado de se esconder.
E depois percebi que esta liberdade podia ser partilhada.
Com o meu marido.
Com o mar.
Com o sol.
E comigo mesma — sem vergonha, sem desculpas, sem fato de banho.
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